Aleera

Description:

Aleera apresenta os traços de sua ascendência genie. Ela é muito bonita, mas destaca-se dos seres humanos por características exóticas. Seus cabelos são azul petróleo e seus olhos, completamente dourados, de forma que nunca é possível saber para onde ela está olhando. Por isso, ela usa óculos escuros mesmo durante a noite.

Suas roupas são bonitas, mas um olhar mais atento revela que os tecidos são de segunda mão e que seus vestidos possuem vários remendos. As únicas coisas de boa qualidade que possui são um corset de couro, uma obra prima pensada para proteger a região dorsal e um colar com um triângulo de cabeça para baixo, a única lembrança física de seus pais.

Bio:

Aleera foi sequestrada quando tinha três anos e entregue a um orfanato na zona pobre da Cidade Imperial. Não há nenhum registro de seus pais; ela foi colocada na roda e abandonada à sua própria sorte.

Ela têm poucas memórias do curto período em que viveu com os pais. Tudo que se lembra são flashes, que se repetem em loops em seus sonhos e pesadelos. Lembra-se de uma árvore solitária e retorcida que lhe causava medo, e de uma mulher bonita de expressão difusa e olhos dourados, que lhe cantava músicas antigas que a acalmavam.

Da noite do sequestro, Aleera lembra-se apenas de ser acordada no meio da noite, de se debater e chorar, enquanto tampavam sua boca. Então, tem flashes de seu período em cativeiro: das longas horas presa em uma espécie de caixa escura que balançava, tremendo de medo e frio e ouvindo o barulho de conversas. Da sala onde foi colocada, escura e úmida. Do cheiro de cebola que exalava da mulher gorda que a alimentava. Da silhueta distinta de um homem que pegou em seu rosto e virou-o de um lado para o outro, como se a analisasse, o anel em forma de máscara do dedo indicador dele gelado contra a bochecha da criança.

O orfanato em que Aleera foi entregue era coordenado por servos do Deus Leonor. Lá, as crianças eram forçadas a trabalhar nas cozinhas, limpando os cômodos ou ajudando na fábrica de bolas que os clérigos vendiam para ajudar nas despesas. A disciplina era muito rigorosa: as crianças deviam fazer suas tarefas sem reclamar, ou eram punidas fisicamente.

Devido a suas características diferentes, Aleera sofreu com o assédio das outras crianças, que faziam piadas com a cor de seus cabelos e olhos e suas habilidades sobrenaturais. Por isso, ela se tornou uma criança violenta e era punida constantemente. Além do mais, Aleera tinha uma personalidade forte e não concordava com tudo que era pregado pelos clérigos, o que a fazia ser punida ainda mais.

Com oito anos, Aleera já era uma líder negativa no orfanato. Quando ela e outras duas crianças fugiram, os clérigos não fizeram muita questão de encontrá-los. Os três uniram-se a uma gangue de crianças que praticava pequenos furtos. Assim, Aleera começou a ter sua primeira interação com o submundo da Cidade Imperial.

Aos onze anos, Aleera foi pega roubando um bordel na zona de classe média da cidade. Para não ser entregue à polícia, ela decidiu trabalhar no local para pagar sua dívida. No começo, ela apenas lavava roupas e servia bebidas, mas logo os olhares dos clientes recaíram sobre sua beleza exótica e a dona do estabelecimento leiloou a virgindade da garota.

Aleera não encarou aquilo como um grande trauma, mas não tinha a paciência requerida pela profissão. Porém, descobriu que todo tipo de pessoa frequentava bordéis, e com isso começou a fazer contatos dentre seus clientes. Assim, seu carisma, lábia e sua habilidade em fazer contratos de sangue começaram a abrir algumas portas para que Aleera atuasse como facilitadora de negócios.

Aos quatorze anos, com uma boa fama dentro do submundo, Aleera deixou o bordel e alugou um pequeno apartamento na zona pobre da cidade, atuando apenas como facilitadora. Ela também é procurada para aplicar pequenos golpes.

Aleera

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